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Alegria de Pobre

Maio 6, 2008

Quando se trata de moda e estilo, economizo em tudo o que posso. Só tenho óculos de camelô, bolsa vagabunda, blusinhas ultradegradáveis, e por aí vai. Mas existem alguns itens em que eu me recuso a gastar pouco. Alguns deles:

Jeans
Quando se trata de jeans, sou completamente monotemática. Tem que ser Levi’s. No máximo, Lee. Já tentei comprar em magazines e lojas menores, mas não é a mesma coisa mesmo. O preço é maior, mas a qualidade do tecido e a duração da peça também. Sem contar que o caimento é infinitamente superior. Também faz bem pra auto-estima, já que eles aumentaram a numeração e quem antes usava 36 agora é 34…

Calçola (adoro essa palavra, eahueah)
Tenho amigas estilosérrimas que fazem isso numa boa, mas eu não tenho coragem de comprar calcinha em feira, balaio, semáforo… Pra mim, tem que ser sem costura, sem elástico assassino, sem furo e com uma ótima procedência. Li por aí que é melhor pra saúde usar calcinhas de algodão, mas não consigo abrir mão do conforto que as sintéticas ultra-tecnológicas me trazem. O jeito vai ser economizar mais ainda e tentar comprar os modelos ultra-tecnológicos de algodão que são e dobro ou triplo do preço. Lasquei-me.

Corte de Cabelo
Depois que meu padrinho me indicou o melhor cabeleireiro da cidade, eu fiquei completamente viciada. Guido é uma criatura que vai pra São Paulo pelo menos uma vez por mês e pra Europa a cada seis meses pra fazer cursos e cortar cabelo de “clientes especiais”. Ele é elegante, culto, conhece o mundo inteiro e produz sabe-se lá quantos milagres por dia usando apenas tesouras e secadores.  Cada corte é uma plástica! Tanto é que até a minha mãe que tem, digamos assim, uma grande dificuldade em desembolsar quantias maiores que um real, agora só corta o cabelo com ele.

E vocês? No que não economizam?

Post inspirado por um passeio pelo Pobre também Veste.

p.s.: Não sei como isso é possível em 2008, mas o salão em que o Guido trabalha não tem site. Se chama Porto Beleza e fica no Salvador Trade Center, aquele shopping perto da Casa do Comércio. O telefone é 3113-1300. Quando estiver lá, não seja tímido e aceite o chocolate quente que o garçom vai te oferecer. É uma delícia!
p.s. do p.s.: Desculpem a ausência, a faculdade está devorando meu ser. Nem deveria estar aqui agora, tenho uma prova de Filosofia da Ciência amanhã. Mas o stress está tão pouco que eu não estava conseguindo mais entender nada do que lia. Parei pra desembaralhar os olhos e aproveitei pra postar.

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Música do Coração

Abril 25, 2008

Ontem um dos meus tios mais queridos se submeteu a uma cirurgia cardíaca muito delicada. O procedimento foi um sucesso e agora é só se cuidar pra recuperação acontecer direitinho. Infelizmente, ele está em Brasília, longe de mim, e não posso dar o apoio que gostaria nesse momento. Mas isso não é desculpa, né?

Como meu tio é tão besta e musical quanto eu, resolvi fazer um CD só com músicas sobre coração para fazer o bicho voltar a funcionar direito. Se a música for antiga e meio brega, melhor ainda! As que eu selecionei até agora são essas:

*coração de papel (versão do sérgio reis)*tum, tum, bate coração
*coração bobo
*carinhoso
*coração vagabundo
*coração alado
*estranha forma de vida
*aguenta coração
*explode coração (versão da bethânia)
*coração leviano
*coração do agreste
*coraçon partido (alejandro sans)
*disritmia

E aí? Quem sabe mais uma?

p.s.: Meu padrinho - que também tem um coração subversivo, diga-se de passagem - está com um blog! Ele é um das pessoas que eu quero ser quando crescer: inteligente, culto, elegante, refinado, antenado… e a lista continua! Ainda vou escrever um post só sobre ele (já tentei algumas vezes, mas nunca acho bom o suficiente), mas, enquanto não fica pronto, confiram o blog recém-nascido. Imperdível. Sério.

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Reconvexo

Abril 20, 2008

Vivo convidando meu gatão Rogério pra me parear num projeto no melhor estilo “vou fingir que não estou imitando o sartorialist” aqui em Salvador e ele só me enrola. Seria ótimo, já que até hoje eu não consegui achar um corajoso que faça algo parecido por essas bandas e porque inseriria um pouco mais a nossa pacata cidade nessa ocupação da internet pela moda.

Acho que o gatão tem muitos motivos pra apresentar resistência. Primeiro de tudo, nós não somos o Cobra Snake: ninguém nos dá passe livre pras festas mais legais da cidade. Mesmo se dessem, acho que não aproveitaríamos tanto quanto ele. Temos um objetivo de vida maior em comum que é formar uma família com nossos respesctivos amores enquanto nos trasnformamos em dois dos maiores psicólogos que o mundo já viu. Pra terminar de piorar, somos dois estudantes dedicados daqueles que você nem acredita queexistem, estagiamos (ele em dois lugares) e lemos feito camelos. Ah, também não temos experiência nenhuma com moda ou nada que o valha - somos dois curiosos mesmo.

Mas, ainda assim, acho que nós somos aptos para a tarefa. Olha, ninguém está fazendo. Um dia certamente vai aparecer alguém melhor, mas sempre poderemos tirar onda de pioneiros (heeeeee). Além disso, acho que eu e ele contamos com um diferencial importante pra quem quer se meter com moda de rua que é a sensibilidade às particularidades da nossa cultura. Não acho que as fotos no nossofuturo-possível-quem sabe-blog seriam de pessoas usando skinny, converse, wayfarer e lenço palestino - ou pelo menos não só isso. Acredito piamente na nossa visão além do alcance dos moldes da moda onde mora a elegância atemporal e a tradição no vestir de um povo.

Espero que ele tope. Porque sem ele não teria graça. Amuuuu esse menino.

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Top 5 “tendências” que eu não aguento mais ver

Abril 16, 2008

5. Vestido geométrico
Isso é tendência de que verão? Retrasado? E Salvador inteira continua usando. Aaaaaaaaaaaaarg!

4. Unhas vermelhas
Acho que até meu porteiro tá usando. Sério, já deu.

3. Lenços étnicos à la Balenciaga
Mais do que “febre”, isso é uma verdadeira dengue entre os mudernos. Quando eu penso que já acabou, aparece um novo surto.

2. Cabelo chanel (e suas infinitas variações)
Não é possível que alguém ainda acredite que esse corte é original e hype. Quem copiou assim que viu o da Victoria já deve estar com o cabelo na altura da cintura e ainda tem gente “descobrindo” o chanel desestruturado! Mánocu…

1. Top 5s

So last week…

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Talking ’bout a revolution

Abril 11, 2008

tira de couro, $2Nunca fui muito chegada ao estilo boho/foho, confesso que tinha até um pouco de aversão. Vejam bem, papai é antropólogo. Tive a oportunidade de conhecer muitas mulheres da área e seus vestuários com apelo cultural e étnico. Acontece que a enorme maioria dessas mulheres não podem ser consideradas exatamente modelos de beleza ou elegância. Como resultado, roupas e acessórios hoje considerados boho/foho na minha cabeça estão associados a exemplares humanos esteticamente desagradáveis.

Quando entrei na faculdade de Psicologia, essa ferida se tornou ainda mais profunda. Isso porque o meu curso fica no campus de filosofia e ciências humanas da UFBA, onde saia indiana e brinco de pena são praticamente fardas. Mas o verdadeiro problema ali não são as roupas, é a atitude que elas vestem. Deixemos isso pra um outro post.

Essa semana está sendo especialmente ruim para a minha pessoa. Meu grupo de trabalho e de amizade na faculdade entrou em crise, perdi meu cachorrão (saudades de você, au au) e um tio que amo muito fez uma grande bobagem. O fato é que surtei e saí de casa vestida de um jeito impensável para meus padrões: jeans surrado, blusinha tomara que caia preta (na verdade é uma saia), colar de pedras de cristal coloridas e sandália de couro não-fedido (que eu nem lembrava que tinha).

Esse provavelmente teria sido um evento isolado na minha vida, não fosse pelo meu macho, diante daquela produção inusitada, lançar a seguinte frase: “Como você está linda! Parece Amidala, só que mais bonita!”. No dia seguinte, fui ao pátio da faculdade e comprei uma tirinha de couro ($2) e um penacho multiuso ($7) no pátio da faculdade.

Chamar de linda, tudo bem, mas comparar com Natalie Portman é golpe baixo.

penacho, $7

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Agradeço a Chá, minha gata psicótica, por ter permitido a realização das fotos. Agradeço a mamãe por ter entupido a gata de carne, deixando-a sonolenta e cooperativa.

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Never There

Abril 5, 2008

Coitado do meu blog! Abandonado às moscas, morotós e abutres há mais de um mês! Não, não foi maldade. Foi faculdade mesmo. Mas vou tentar organizar melhor o meu tempo e postar com alguma freqüência.

O post é para contar uma grande novidade. Quer dizer, grande, não é. É pequena. Quarenta e três metros quadrados. Mas é minha!

Gente, comprei a minha casa! Um apartamento quarto e sala no limite entre dois dos meus bairros preferidos de Salvador: Ondina e Rio Vermelho. Ele está voltado pra nascente, tem varanda e será ocupado pelo casal mais apaixonado do mundo em Novembro de 2009, quando ficar pronto. Pra quem quiser ver o bichinho, ele está aqui: http://www.ondinaresidence.com.br!

Nem preciso dizer que com essa aquisição eu passo de  “pobre fashionista” a “fashionista miserável”, né? Afinal de contas, sou uma universitária que literamente paga pra estagiar (o RH do hospital das clínicas me cobrou R$30,00 pela inscrição com a desculpa do crachá!!!!!!!!!). E a mesada, que meus pais ainda têm a bondade de me oferecer a essa altura da vida, vai toda pra pagar as prestações do apartamento. Em suma, lasquei-me.

Nada, não. Tudo por um sonho. E o vídeo de hoje vai pro meu amor, minha vida, meu sonho realizado. Te amo, menino.

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Hi hi

Fevereiro 28, 2008

Como disse aos meus amigos - cheguei! E estou no paraíso! Que abundância, meu irmão! Todo mundo mexeeeeendo! Tchan à parte, seria injusto continuar a minha vida bloguística sem falar um pouco das terras nórdicas por onde andei.

Difícil falar sobre a Noruega. É uma realidade tão distinta da nossa (da minha, pelo menos) que eu não me sinto muito capaz de discutir sobre ela. Como explicar pra pessoas que acham que 10 graus é frio que o frio de fato é terrível? E com que palavras eu expresso a beleza inofensiva do povo norueguês? Com que argumentos eu convenço os curiosos de que as renas não têm cheiro?

É como querer descrever a neve, por mais que se tente, não dá. O jeito é atropelar todo mundo com informações meio absurdas. E, é claro, exercitar a memória pra nunca esquecer que um mundo tão diferente é possível.

O que menos gostei na Noruega: o frio, a pouca diversidade de plantas e bichos (se comparado com o que temos, obviamente), andar no gelo, ter prisão de ventre, quebrar todas as unhas, cair no gelo, o dimorfismo sexual quase nulo (que me desculpem os politicamente corretos, mas eu gosto de homem com cara e jeito de homem), a língua (mas só porque eu não sei falar) e o excesso de fumantes (é triste ser careta).

O que mais gostei na Noruega: matar as saudades de Mami e Zé, a neve, a sensação de que todos confiam você e que você pode confiar em todos, as lareiras e aquecedores (amo vocês), a beleza das pessoas, as renas, esquiar, os cortes de cabelo, os museus (existe museu de absolutamente tudo, cada um mais maravilhoso que o outro), os rastros de lebre na neve, o fim da oleosidade da minha pele, a total independência dos idosos, o café de Zé, a forma natural e espontânea de se interagir com a arte (é absolutamente normal abraçar e vestir estátuas, por exemplo), a ausência de policiamento ostensivo, as bochechas rosadas, a educação das crianças e, acima de toda e qualquer coisa, os noruegueses.

Não acredite na balela sobre a frieza nórdica. Lá, tudo é frio, menos as pessoas. O povo norueguês é a própria definição da gentileza. E não estou me referindo à polidez distante, mas à amabilidade sincera que conforta e comove. E me desculpem a pieguice, mas não consigo parar de pensar que para manter corpos sãos em temperaturas tão baixas, só mesmo grandes corações. 

Em Oslo, não importava em que hora do dia eu olhasse para o céu, a lua estava sempre visível. Não vi o sol da meia noite, mas vi a lua do meio dia. E, nas ruas, infinitas estrelas impondo ao gelo o calor da vida.

 p.s.: Quem é meu amigo no MSN pode dar uma olhada nas fotos da viagem no http://drosofila.spaces.live.com. Selecionei o mínimo de imagens possível e gastei mil anos preparando legendas infames para não matar ninguém de tédio.

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Malas

Fevereiro 3, 2008

Estou a um dia de embarcar e eu ainda nem comecei a fazer as malas. Nham.

Em Oslo, adotarei o estilo mendigo sem noção, também conhecido como o que me derem, eu uso. Como vocês devem desconfiar, não tenho roupas adequadas para temperaturas inferiores a 18ºC, então emprestei roupa da família inteira e o que entrar e não cair está valendo.

Na necessaire, por recomendação da minha irmã, vão basicamente hidratantes em todas as apresentações possíveis. A estrela maior dessa constelação é o Nivea para peles extra-secas, aquele do pote azul marinho que chega a ser pastoso de tão forte. Já salvou minha vida após algumas insolações e há de me salvar da secura gelada.

Compras não farei por motivos óbvios. Mas vou tentar tirar muitas fotos, apesar de, sinceramente, odiar fotografar.

É isso, crianças. Comportem-se enquanto eu estiver fora. E boa viagem pra mim!

=)

p.s.: ALGUÉM ME AJUDE A TIRAR ESSA MÚSICA DA CABEÇA, PELO AMOR DE DEUS!

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Casa Nova

Janeiro 28, 2008

Invejo meus colegas de wordpress há algum tempo e hoje decidi, finalmente, sair do armário e vir pra estante. Vai demorar um pouco pra eu terminar de ajeitar tudo, mas espero que eu e o wp nos adaptemos um ao outro e vivamos felizes para sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riq… bom, na pobreza.

Fugindo um pouco de assunto, logo que decidi mudar o nome e espírito do blog, escolhi como símbolo essa moça sentadinha aí em cima. Pra quem não reconheceu, é a Audrey Hepburn como Eliza Doolittle (antes da transformação) em ‘My Fair Lady’. Apesar dos meus sérios problemas com o filme, essa imagem da Audrey me pareceu a tradução perfeita e última de tudo o que esse blog quer transmitir.

Hoje, passeando pelo hypercool, vi uma referência a outra figura tão ou mais emblemática quando se trata de estilo, elegância e escassez de capital. E é alguém tão óbvio que eu ainda estou me sentindo meio cretina por não ter pensado nisso antes! Bom, pelo menos no dia em que o vento das mudanças soprar de novo, já sei quem vai ganhar o status de speak person do Pobre Fashionista. Alguma suspeita? Resposta no vídeo!

Atenção: O arranjo da música é lindo no começo, mas embrega pesado do meio pro final. O jeito é tentar se concentrar nas imagens! =p

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Cruel Angel’s Thesis

Janeiro 25, 2008

Interrompemos a nossa programação normal para alguns esclarecimentos acerca deste blog (que anda bem paradinho, é verdade) e da criatura que o escreve.Meu nome é Helena, tenho 24 anos e vivo em Salvador, Bahia (oi, Heleeeeeeeena!). Não, não sou estilista, estudante de moda, jornalista, modelo, nem nada ligado à indústria fashion. Não sou e nem pretendo. Gosto de moda como de literatura, futebol e reality shows: de longe, como espectadora e comentarista despretensiosa.

Até dois anos atrás, nunca tinha sequer aberto uma Vogue intencionalmente. E eu não sei bem se foi a faculdade nova, a idade avançada, ou a proximidade de seres humanos estilosos, mas de uma hora pra outra eu percebi que a minha imagem era totalmente diferente daquilo que eu gostaria de ser e parecer. E de lá para cá foram tantas pesquisas na internet, mudanças na cor do cabelo, ligações pro bff e compras na Zara que eu já perdi a conta.

Depois desse período chafurdando na moda, tentando aprender e entender um pouco desse mundo, começo a perceber que o que eu procuro (e encontro) nele é expressar a minha individualidade de forma coerente com o tempo e espaço ao qual pertenço. E eu ia até tentar desenvolver esse parágrafo, mas essa primeira frase Gilberto Gil me deixou com a impressão de que é melhor deixar como está pra não piorar.

O que eu quero esclarecer nesse post é que esse não é um blog que trata de moda, é um blog que trata de mim. A moda é uma conseqüência. E não precisa nem dizer que eu não tenho cacife nem intenção de opinar profissionalmente sobre estilistas, tendências e figurinos, né? Em resumo: não me levem a sério. A não ser que eu peça. Ou não.

p.s.: Falando em reality shows, que bosta esse BBB!
p.s. do p.s.: Pra quem anda precisando de um reality de qualidade, vai lá no mininova.org e baixa a temporada nova de American Idol. Esse, sim!
p.s. do p.s. do p.s.: I love you, brother!