Posts de Fevereiro, 2008

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Hi hi

Fevereiro 28, 2008

Como disse aos meus amigos – cheguei! E estou no paraíso! Que abundância, meu irmão! Todo mundo mexeeeeendo! Tchan à parte, seria injusto continuar a minha vida bloguística sem falar um pouco das terras nórdicas por onde andei.

Difícil falar sobre a Noruega. É uma realidade tão distinta da nossa (da minha, pelo menos) que eu não me sinto muito capaz de discutir sobre ela. Como explicar pra pessoas que acham que 10 graus é frio que o frio de fato é terrível? E com que palavras eu expresso a beleza inofensiva do povo norueguês? Com que argumentos eu convenço os curiosos de que as renas não têm cheiro?

É como querer descrever a neve, por mais que se tente, não dá. O jeito é atropelar todo mundo com informações meio absurdas. E, é claro, exercitar a memória pra nunca esquecer que um mundo tão diferente é possível.

O que menos gostei na Noruega: o frio, a pouca diversidade de plantas e bichos (se comparado com o que temos, obviamente), andar no gelo, ter prisão de ventre, quebrar todas as unhas, cair no gelo, o dimorfismo sexual quase nulo (que me desculpem os politicamente corretos, mas eu gosto de homem com cara e jeito de homem), a língua (mas só porque eu não sei falar) e o excesso de fumantes (é triste ser careta).

O que mais gostei na Noruega: matar as saudades de Mami e Zé, a neve, a sensação de que todos confiam você e que você pode confiar em todos, as lareiras e aquecedores (amo vocês), a beleza das pessoas, as renas, esquiar, os cortes de cabelo, os museus (existe museu de absolutamente tudo, cada um mais maravilhoso que o outro), os rastros de lebre na neve, o fim da oleosidade da minha pele, a total independência dos idosos, o café de Zé, a forma natural e espontânea de se interagir com a arte (é absolutamente normal abraçar e vestir estátuas, por exemplo), a ausência de policiamento ostensivo, as bochechas rosadas, a educação das crianças e, acima de toda e qualquer coisa, os noruegueses.

Não acredite na balela sobre a frieza nórdica. Lá, tudo é frio, menos as pessoas. O povo norueguês é a própria definição da gentileza. E não estou me referindo à polidez distante, mas à amabilidade sincera que conforta e comove. E me desculpem a pieguice, mas não consigo parar de pensar que para manter corpos sãos em temperaturas tão baixas, só mesmo grandes corações. 

Em Oslo, não importava em que hora do dia eu olhasse para o céu, a lua estava sempre visível. Não vi o sol da meia noite, mas vi a lua do meio dia. E, nas ruas, infinitas estrelas impondo ao gelo o calor da vida.

 p.s.: Quem é meu amigo no MSN pode dar uma olhada nas fotos da viagem no http://drosofila.spaces.live.com. Selecionei o mínimo de imagens possível e gastei mil anos preparando legendas infames para não matar ninguém de tédio.

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Malas

Fevereiro 3, 2008

Estou a um dia de embarcar e eu ainda nem comecei a fazer as malas. Nham.

Em Oslo, adotarei o estilo mendigo sem noção, também conhecido como o que me derem, eu uso. Como vocês devem desconfiar, não tenho roupas adequadas para temperaturas inferiores a 18ºC, então emprestei roupa da família inteira e o que entrar e não cair está valendo.

Na necessaire, por recomendação da minha irmã, vão basicamente hidratantes em todas as apresentações possíveis. A estrela maior dessa constelação é o Nivea para peles extra-secas, aquele do pote azul marinho que chega a ser pastoso de tão forte. Já salvou minha vida após algumas insolações e há de me salvar da secura gelada.

Compras não farei por motivos óbvios. Mas vou tentar tirar muitas fotos, apesar de, sinceramente, odiar fotografar.

É isso, crianças. Comportem-se enquanto eu estiver fora. E boa viagem pra mim!

=)

p.s.: ALGUÉM ME AJUDE A TIRAR ESSA MÚSICA DA CABEÇA, PELO AMOR DE DEUS!